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sábado, 14 de janeiro de 2012


O mal que desejamos aos outros

Um menino entrou em casa dizendo ao pai que estava com muita raiva de um colega da escola.Ficou xingando o amigo e desejando tudo de ruim para ele.O pai escutou tudo calado e levou o garoto até o fundo do quintal,onde havia um saco cheio de carvão.
-Filho,faz de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal é o seu colega,e cada pedaço de carvão é um mal pensamento seu,endereçado a ele.Quero que você jogue todo o carvão do saco na camisa,Depois eu volto pra saber como ficou.
O menino começou a jogar o carvão na camisa.O varal com a camisa estavam longe do menino e poucos pedaços acertavam o alvo.Uma hora se passou e o menino terminou a tarefa.O pai que espiava tudo de longe,se aproximou do filho e perguntou;
-Filho como está se sentindo agora?
-Estou cansado,mas estou alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa.
-Venha comigo até meu quarto,quero lhe mostrar uma coisa.
O filho acompanhou o pai até o quarto e o colocou em frente a um grande espelho,onde pôde ver seu corpo todo.Que susto!Só conseguia enxergar seus dentes e seus olhinhos.
-Filho,você viu que a camisa quase não se sujou,mas olhe pra você.
Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a borra, os resíduos e a fuligem ficam sempre em nós mesmos.

Fonte:O que podemos aprender com os gansos 2,Alexandre Rangel

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